terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Rainha está nua!


A Rainha está nua! Aqui do Rio Grande do Sul está fácil de vislumbrar que a Rainha está completamente nua. Há vários pequenos gritando, apesar de o povo ainda não ter ouvido estes gritos. A Rainha está escandalosamente nua, além disso está praticando gestos obscenos e vociferando impropérios.

Aos meus olhos e ouvidos nossa rainha transforma vítimas em algozes; criminosos em vítimas; fatos comprovados em hipóteses; além de opiniões em fatos, fabricando uma realidade falsa que convém a poucos.

Nossa grande mídia com seus carequinhas, galãs e plastificadas, todos de cara séria, olhar incisivo, pena leve e voz impostada está nua. Tirem as crianças da sala neste horários impróprios de noticiário e não deixem que tenham acesso a publicações de tamanha impropriedade.

Debate Piso e Carreira: qualidade social ou qualidade total?

Governo Yeda e o acordo com o Banco Mundial:

Carreira, déficit zero, previdência: direito dos trabalhadores X ajuste fiscal

Jorge Buchabqui - Ex-secretário estadual da Administração

Diretrizes Nacionais do Plano de Carreira do Conselho Nacional de Educação: o MEC deve homologar?

Neida Porfírio de Oliveira - Direção do CPERS Sindicato


Data: quarta-feira, 16 de setembro às 18h30min

Local:
Plenarinho da Câmara Municipal, Av. Loureiro da Silva, 255

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Chefe de gabinete de Yeda responderá por improbidade administrativa


A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre ajuizou ação civil pública de responsabilidade por atos de improbidade administrativa contra o Chefe de Gabinete da Governadora e dois Delegados de Polícia do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico, por violação do sigilo profissional.

No dia 14 de julho, eles informaram ao então Diretor-Presidente do Detran, Sérgio Luiz Buchmann, que iriam realizar busca e apreensão na residência de seu filho. No entender da Promotoria, “os três colocaram em risco o resultado da diligência futura”. Dessa forma, teria ficado evidente que a violação de sigilo não se justificava no interesse público.

Conforme a petição inicial, os três violaram o artigo 11, caput e inciso III, da Lei nº 8.429/92, estando sujeitos às sanções do art. 12, inciso III, da mesma Lei, que prevê o pagamento de multa civil e a suspensão dos direitos políticos. Informações são da página do Ministério Público Estadual.

Quando se trata do governo tucano de Yeda nada é tão ruim que não possa ser piorado.
Pior ainda, quando a direção do PSDB lança manifesto de solidariedade à YEDA, com a assinatura do presidenciável José Serra. Cumplicidade por omissão com desgaste inevitável.

Yeda tá literalmente queimada

O silêncio e a simpatia midiática tem seu preço

Não há nada de errado em um governo realizar uma campanha publicitária com objetivo de divulgar realizações ou com finalidades educativas. Pelo contrário, essa é uma ação necessária e meritória.

O diferencial dessas campanhas de uma propaganda pura e simples passa pela prioridade que o governo dá às ações divulgadas pelas peças publicitárias. Quando não há realizações, não há obras ou serviços novos, estamos diante de pura e simples propaganda. Um verdadeiro desperdício do dinheiro público com finalidades partidárias e eleitorais ao invés de públicas e institucionais.

Vejamos o caso da temática transporte e circulação em Porto Alegre. Nos últimos anos não houve uma só obra viária estruturante nova na Capital, os investimentos no sistema viária decaíram, a qualidade do transporte coletivo se deteriorou, as ciclovias foram abandonadas e as ruas da cidade estão visivelmente esburacadas.

Pois bem, o governo Fogaça acaba de lançar uma campanha publicitária de grande porte, com amplos espaços na mídia corporativa, em horários nobres, com a justificativa de incentivar o respeito às faixas de segurança. Logicamente, uma ação destas custa alguns milhares de reais dos contribuintes.

Entretanto, curiosamente, o prefeito Fogaça nem se preocupou em pintar previamente as faixas de segurança. Muitas, inclusive, com a pintura apagada pela ação do tempo e o descaso do poder público municipal. Os moradores de Porto Alegre sabem bem disso.

Afinal, o principal objetivo do prefeito parece ter sido alcançado. A mídia corporativa festejou calorosamente a iniciativa do governo Fogaça. Uma certa colunista política alardeou os méritos da campanha sem esquecer de cobrar que ela teria tardado a acontecer. A receita dos veículos do oligopólio midiático regional agradece. O resultado alcançado para população é no mínimo discutível, mas o silêncio e a simpatia da mídia corporativa tem seu preço.

domingo, 13 de setembro de 2009

A defesa da democracia e a luta contra as ditaduras

DEBATE:

A defesa da democracia e a luta contra as ditaduras

com

Universindo Dias

e

Olívio Dutra


Dia 14 de setembro - segunda-feira 18h30

Local: Cinebancários - Sindicato dos Bancários

Rua General Câmara, 424 - Porto Alegre

Dica de Cinema: Meu Coronel

Esse excelente filme conta a brutal repressão do exército francês ao movimento de independência argelino. A partir da história de um oficial que entre em confronto com o coronel da sua unidade, responsável pela execução de diversos crimes contra a população argelina, com a conivência do governo francês, o filme faz uma profunda autocrítica ao colonialismo francês. Imperdível.

sábado, 12 de setembro de 2009

A incrível sensibilidade social

Liguei o rádio do carro. Estava sintonizado em uma das várias emissoras do oligopólio midiático regional. O programa transmitia uma matéria sobre os estragos das enchentes no Rio Grande do Sul. O repórter, diretamente de uma das localidades atingidas, perguntou a uma das moradoras vitimadas pela calamidade:

- A senhora já foi várias vezes atingida por enchentes. Nunca pensou em mudar para outra área?

Com um misto de surpresa e revolta, a moradora respondeu rápida e ironicamente:

- Claro, muitas vezes, mas para onde iria sem dinheiro?


Uma boa amostra do compromisso e sensibilidade social da mídia corporativa que parece estar, cada vez mais, num mundo paralelo, totalmente distinto da realidade da maioria da população.

Crise da água no México cada vez mais grave


A crise da água no México piora a ponto de o governo federal estimar hoje que em 20 anos o país terá que viver com um nível grave de escassez.

Segundo advertiram, atualmente o recurso é insuficiente para abastecer toda a população, pois 12 milhões de mexicanos não têm acesso ao líquido. Os analistas consideram que o crescimento populacional e o desordenado desenvolvimento urbano reduziram sua disponibilidade.

Um editorial do El Universal adverte que a água começou a esgotar há 50 anos. A que tinha foi esbanjada; a que ainda existe está sendo perdida em fugas e a que é possível resgatar é deixada escapar pelas brechas, comentaram especialistas.

Mas também o líquido que se obtém de maneira natural sofreu estragos.

Especialistas dizem que pelo território nacional cruzam 718 bacias hidrográficas, entre rios, lagos e lagoas, mas 75% estão contaminadas.

No México subterrâneo há 653 aquíferos, ainda que 104 deles agonizam pela superexploração, segundo pesquisas.

De maneira natural estes são recarregados por bosques e selvas. No entanto, nos últimos 20 anos 58% dos bosques e 98 das selvas foram perdidos.

O estudo do Centro Mexicano de Direito Ambiental adverte que a disponibilidade de água por habitante reduzirá notoriamente nos próximos 20 anos e se tornará definitivamente crítica.

Isto quer dizer que bastará mais uma geração para que a água deixe de ser um problema e se converta em um assunto estratégico de sobrevivência, alertaram. Notícia da agência Prensa Latina.

A situação vivida pelo México se repete em todos os continentes e atinge muitos países. A água já é um recurso natural estratégico. Por isso, é fundamental zelarmos por essa grande riqueza do nosso país. O desperdício, a poluição e as tentativas de apropriação desse recurso pelas multinacionais já um duro desafio que precisa ter uma resposta à altura.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Destino de Yeda nas mãos de Serra

Segundo notícia da folhaonline, "com a movimentação do pedido de impeachment, Yeda pode ficar sem sustentação do partido para buscar a reeleição. Na tentativa de fortalecer o palanque no Rio Grande do Sul para o candidato do PSDB, o comando do partido pode dar fôlego a uma aliança com o PMDB gaúcho que trabalha o nome do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça". Ainda segundo a folha, a reunião com Serra deve ser decisiva para o futuro da governadora.

Tudo indica que o presidenciável tucano, José Serra, irá dar um ultimato à Yeda. Caso a governadora insista em concorrer à reeleição, deixando Serra em situação eleitoral incômoda no Estado, a sustentação política da governadora poderá se enfraquecer, com pesadas consequências sobre o processo de impeachment em curso na Assembleia.

Outra fato relevante, é a definição do candidato da aliança PMDB/PSDB ao Palácio Piratini.Tanto a matéria da folha quanto o conhecido jornalista calvo do oligopólio midiático regional falaram hoje, em claro e bom tom, no nome do prefeito da capital José Fogaça (PMDB).

Se for bem sucedido o projeto das forças conservadoras, o Rio Grande do Sul ficará em estado de total ostracismo por mais alguns anos.

Governo Yeda prejudica cada vez mais a imagem do Rio Grande


A governadora Yeda está envolvida em constantes polêmicas, acusada de irregularidades por ex-correligionários e colaboradores, ré em ação de improbidade administrativa promovida pelo Ministério Público Federal, investigada em inquérito que corre junto ao STF e por uma CPI na Assembleia Legislativa.

Ontem, a CPI da corrupção divulgou o depoimento ao Ministério Público Federal do também tucano e colaborador da campanha eleitoral de Yeda, Lair Ferst. Segundo Lair Ferst, Yeda saberia do esquema e teria dividido a propina proveniente da corrupção no Detran entre a quadrilha.

Lair Ferst é aquele personagem a quem um conhecido jornalista calvo do oligopólio midiático regional atribuiu "uma inteligência superior". Agora, curiosamente, esse mesmo jornalista busca de todas as formas desqualificar o seu testemunho.

Um dos argumentos jurídicos para defesa de Yeda na ação de improbidade administrativa é justamente o não cabimento desse tipo de ação contra a governadora. Seria cabível no caso apenas a apuração de crime de responsabilidade, processado e julgado pela Assembleia Legislativa em processo de impeachment.

Como poderia o Presidente da Assembleia, diante desses fatos, honrando seu nome, responsabilidade pública e atribuições, recusar a abertura do processo de impeachment contra Yeda?

O governo tucano possui maioria na Assembleia e, logicamente, pode rejeitar o pedido de impeachment da governadora com facilidade. Porém, o que realmente incomoda os governistas é saber que, a qualquer momento, podem surgir novas gravações, depoimentos e vídeos que tornem a situação do governo ainda mais insustentável. Basta lembrar dos vídeos com qualidade de cinema que o vereador Pedro Ruas e a deputada Luciana Genro do PSol afirmam terem assistido.

Quem realmente mancha e prejudica cada vez mais a imagem do Rio Grande é a governadora Yeda Crusius (PSDB).

Victor Jara - Manifiesto

É importante relembrar sempre as tragédias da humanidade para não repeti-las.

Homenagem a Salvador Allende

Carlos Puebla canta em homenagem a Salvador Allende.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Exclusivismo Comercial

Antes da vinda da família real portuguesa para o Brasil, com a fuga de D. João VI das tropas francesas de Napoleão Bonaparte, vigorava nas relações comerciais entre a colônia brasileira e a metrópole portuguesa o chamado "exclusivismo comercial". Todas as relações da colônia com o exterior se realizavam através do reino de Portugal.

O sistema do "exclusivismo comercial" foi redesenhado em razão das alianças políticas do reino português com a Inglaterra, que resultaram na abertura dos portos brasileiros por D. João VI em 1808. A partir daí, a Inglaterra passou a deter uma influência e ganhos cada vez maior com o comércio exterior brasileiro.

Após a II Guerra Mundial, os EUA ocuparam definitivamente o lugar da Inglaterra nessa relação. O tempo foi passando, a história sendo escrita, mas a lógica do "exclusivismo comercial" se manteve nas mentes de setores representativos da elite brasileira.

A gritaria da mídia corporativa e dos seus representantes políticos contra o acordo com a França para fornecimento de aviões e equipamento militar ao Brasil se explica, em grande parte, por essa ideologia do período colonial. Caso um acordo muito menos benéfico para o País tivesse sido proposto com os EUA, não haveria nenhuma oposição desses mesmos senhores, pois estaria dentro da dinâmica de relações por eles defendida.

Igualmente a política externa do governo Lula de priorizar a diversificação dos parceiros comerciais do Brasil, deixando de priorizar somente as relações com os EUA, também atraiu toda a sorte de ataques desses senhores. A diversificação das parcerias comerciais brasileiras com o exterior, reduzindo a importância dos EUA, foi fundamental para minimizar o impacto da atual crise financeira mundial. Mas a ideologia colonial ou os interesses pessoais impedem qualquer auto-crítica da oposição.

Trata-se da simples defesa de um projeto de subordinação política do país, ao estilo Colômbia-EUA, capitaneado por setores que nunca tiveram identidade ou interesses na construção de um projeto soberano de nação para o Brasil. O velho ideário de fazer fortuna na colônia e retornar para metrópole, seja ela Lisboa, Londres ou Miami.

Descoberta do pré-sal desagrada tucanos

Resolvi visitar a página oficial do PSDB e ver quais as contribuições tucanas ao debate político nacional. A primeira notícia com a qual me deparei foi um verdadeiro atentado ao bom senso.

"CPI da Petrobras: Empresa não conseguiu provar inexistência de superfaturamento
"

A lógica jurídica secular é totalmente invertida pelo pensamento e interesses do tucanato. O acusado passa a ter que provar sua inocência. Qual seria a reação do partido caso fosse publicada uma manchete do mesmo estilo contra algum tucano? Algo como "Tucano não consegue provar que não é corrupto". O caso da governadora Yeda, no qual todas as provas apresentadas são desqualificadas pelos tucanos, dá uma dica para a resposta a essa pergunta.

Depois, sob o título Marco Espetaculoso, encontrei um artigo de autoria do entufado senador Álvaro Dias. O senador atribui ao lançamento do marco regulatório do pré-sal um caráter fantasioso e demonstra incredulidade com as perspectivas da descoberta. No fecho do texto, afirma que "A urgência da tramitação não se sustenta diante dos desafios que estão postos à efetiva exploração do pré-sal e que demandam debates qualificados com especialistas em rodadas de audiências públicas nas comissões técnicas das Casas. Ao campo das dificuldades logísticas - as plataformas serão instaladas a 300 km da costa -, somam-se os entraves ambientais (mais dióxido de carbono) e tecnológicos (corrosão e capacidade dos equipamentos de perfuração)."

Duas claras demonstrações do quanto a descoberta do pré-sal desagradou o tucanato. O partido que desejava privatizar a Petrobras, agora ataca a empresa e desdenha do potencial econômico do pré-sal. Contudo, de forma alguma abre mão de disputar o marco regulatório da exploração, sempre aviltando qualquer iniciativa para o controle público e a utilização dessa riqueza natural em benefício social.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A investida contra o aquífero guarani

O blog do José Renato divulga novas e valiosas informações sobre a investida das corporações internacionais sobre o aquífero guarani. Trata-se de tentativa sorrateira para privatização da gestão da água nos Municípios sob o qual existe o precioso recurso natural. José Renato vem narrando pormenorizadamente tais acontecimentos no município de São Luiz Gonzaga.

Novamente recomendo a leitura. É só clicar aqui.

Gustavo Franco não via razões para não privatizar a Petrobrás e o Banco do Brasil

A matéria acima foi publicada no Estado de São Paulo em 1997, ou seja, nos anos dourados do pensamento único neoliberal. Naquele período, aí de quem tivesse a ousadia de discordar de um sábio como o tucano Gustavo Franco, Diretor da Área Internacional do Banco Central no governo FHC. A mídia corporativa logo adjetivava o corajoso sujeito de dinossauro, jurássico, atrasado, dentre outros.

Mas vejamos o que pregava o sábio tucano naquela época.

Em palestra para estudantes da Faculdade de Administração da UFRJ, Gustavo Franco fez as seguintes afirmações emblemáticas:

- "não há razões para que a Petrobrás e o Banco do Brasil sejam mantidos como empresas estatais".

- "mesmo que a Petrobrás tivesse um bom desempenho - e não é o caso - não vejo porque não privatizar".

Utilizando o prejuízo do Banco do Brasil naquele período como argumento, afirmou ainda que a privatização era uma questão financeira, e não ideológica, e que os recursos obtidos deveriam ser utilizados na redução da dívida pública.

Como visto, a história fez justiça com tamanha sapiência. Qual seria a imagem desse profissional no mercado, se tais conselhos tivessem sido dados a qualquer corporação privada?

Mas são "especialistas" desse tipo que a mídia corporativa convida para palpitar sobre assuntos de interesse público e ditar regras de como administrar nosso País.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Anatel esconde erros das Teles

Segundo matéria publicada pela folhaonline, o Ministério Público Federal em São Paulo moveu uma ação civil pública para obrigar a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a publicar o resultado das fiscalizações no sistema de cobrança de prestadoras de serviço de telefonia fixa no site ou no "Diário Oficial da União". A agência não teria cumprido o dever de informar aos consumidores sobre os sistemas de bilhetagem e cobrança.

Esses sistemas são relativos ao tempo das chamadas em minutos, ao tipo da ligação (local ou não), ao plano escolhido pelo consumidor e a chamadas não atendidas, entre outros. A Anatel não publica as irregularidades identificadas.

Na ação, o procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo afirma que "a Anatel sabe que o consumidor paga a mais por erro da prestadora e esconde esse fato, prejudicando, inegavelmente, a informação e, essencialmente, a própria reparação do dano".

Além disso, afirma o procurador, a agência deixou de cumprir sua função de defesa do consumidor.

"O erro implica verdadeiro enriquecimento ilícito por parte da prestadora, conhecido pelo regulador, que quebra a boa fé no contrato, a lealdade nas relações de consumo, a eficiência econômica no setor e o sistema de incentivos na prestação adequada", afirma.

A cada dia os brasileiros pagam cada vez mais caro pela manutenção de um sistema de telecomunicações ineficiente e oligopolista e, ainda, são submetidos a toda sorte de abusos e desrespeitos do baronato das telecomunicações criados pela privataria tucana.
A dúvida que fica é "até quando"?

Deputado gaúcho Luis Carlos Heinze (PP) ataca direitos dos quilombolas

Segundo informações da Agência Câmara, na discussão do projeto de lei do chamado Estatuto da Igualdade Racial (PL 6.264/05), o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou que "a regularização de terras de descendentes de quilombolas representa mais um entulho que querem trazer para os produtores rurais".

Ainda de acordo com o deputado, se o texto for aprovado com a redação atual, vai se repetir "o que está acontecendo com comunidades indígenas, um verdadeiro absurdo".

"Não podemos jogar mais um segmento em cima de uma classe que hoje sustenta o País", argumentou.

O deputado prega abertamente o desrespeito à Constituição que assegura o direito de propriedade aos quilombolas. O artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias consagra que "aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos".

Não se trata, portanto, de nada novo, mas de um direito constitucional previsto há mais de 20 anos.
São terras habitadas e cultivadas por descendentes de escravos que fugiram da opressão em busca de liberdade.

Qual o prejuízo que o nobre deputado vê aos produtores rurais em garantir esse direito básico? A regularização dominial das comunidades quilombolas somente prejudica aqueles que pretendem esbulhar o seu domínio e roubar suas terras.

Nada mais que resquícios de uma mentalidade colonial que permite a existência de trabalho escravo no país em pleno século XXI, que defende interesses de grileiros e predadores ambientais, que assegura uma quase imunidade tributária ao latifúndio e ainda defende seus frequentes calotes aos subsidiados financiamentos públicos à produção.

Um verdadeiro fóssil vivo do pensamento do século XIX a atravancar o desenvolvimento do País.

Assembléia gaúcha aprova concessão de benefícios à empresa do governo dos EUA


A concessão pelo governo do gaúcho de mais benefícios fiscais à GM é exemplificativa da ausência de projeto político dos partidos conservadores para o Estado.

A General Motors receberá benefícios tributários de aproximadamente R$ 200 milhões ao ano, ou seja, R$ 3,5 bilhões durante todo o período previsto no projeto. Os investimentos realizados pela empresa serão quase integralmente financiados por bancos públicos (BNDES, BRDE e Banrisul) e não há nenhuma contrapartida social assegurada, nem mesmo a garantia da geração de novos empregos.

Quando da instalação da GM no Estado, a empresa recebeu incentivos milionários e foi apresentada como a solução milagrosa para todos os males do Rio Grande. O caminho mais curto para o desenvolvimento e a modernidade. Passada quase uma década, a realidade se impôs sobre a ideologia. Os problemas econômicos e sociais do RS se aprofundaram e o crescimento econômico do Estado no período desmentiu as falsas promessas.

A ineficiência econômica da GM ficou desnudada com a crise no sistema financeiro americano. A empresa praticamente faliu, sendo socorrida pelo governo dos EUA que passou a ser seu maior acionista.

Os benefícios concedidos pelo governo gaúcho à GM poderiam ser aplicados em matrizes produtivas locais com resultados muito maiores e melhores. Recursos que farão muita falta no apoio a outros sistemas produtivos.

Mas o governo tucano é completamente dominado pelo "ranço neoliberal". Uma ideologia, agora envelhecida e desbotada, sem nenhuma consistência diante da realidade. Portadores de um imaginário colonizado, os tucanos preferem apostar numa empresa controlada pelo governo americano, a beira da falência, ao invés de valorizar e apostar nas potencialidades econômicas regionais. O mundo mudou, mas o tucanato continua o mesmo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A independência desagrada alguns

Foto: Antônio Cruz/ABr

O marco regulatório do pré-sal e a adoção de um discurso com tom mais nacionalista pelo governo Lula irritaram profundamente certos colunistas da mídia coorporativa. Saudosos da política de inserção subordinada, automaticamente alinhada aos interesses dos EUA, e detentores de mentalidade colonial, essas figuras estão destilando todo seu ódio, descontentamento e frustração com a simples perspectiva de adoção de um projeto político mais independente e baseado nos interesses e necessidades do nosso povo.

Passados quase dois séculos, a proclamação da independência ainda desagrada os porta-vozes e representantes de interesses pós-coloniais.

Um bom sinal para aqueles que acreditam e defendem esse País e seu povo.

Uruguai: pesquisa eleitoral aponta crescimento da Frente Ampla

O candidato à presidência da esquerda uruguaia, José Mujica, da coligação governista Frente Ampla, cresceu nas últimas pesquisas eleitorais. A Frente Ampla conta agora com 44% das intenções de voto; o ex-presidente Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional, tem 35% e Pedro Bordaberry, do Partido Colorado, conta com 10%. A pesquisa foi realizada pela empresa Interconsult durante do mês de agosto.

As últimas pesquisas vem constatando uma tendência de crescimento do candidato da Frente Ampla e de queda do candidato do Partido Nacional. Caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos haverá segundo turno em novembro.

O ex-senador José Mujica é uma das figuras mais representativas da esquerda uruguaia, com sólida e coerente trajetória política e posições bem mais contundentes que o atual presidente Tabaré Vazquez. Com certeza, sua vitória permitirá um governo bem diferente do atual.

Pré-sal deve ser reserva estratégica e não apenas um produto de exportação


A descoberta de petróleo na camada pré-sal representa a última fronteira deste recurso no mundo. Maior reserva petrolífera descoberta no planeta desde a década de 80, com extensão de 800 quilômetros, a 300 quilômetros da costa brasileira, o pré-sal é uma faixa que vai de Santa Catarina ao Espírito Santo.

Esta descoberta se deu com o desenvolvimento de pesquisa em águas profundas, que atingiu sete mil metros de profundidade nas águas do mar. O estudo foi realizado pela Petrobras, desde a década de 70, com o investimento de milhões de recursos do Estado. De acordo com especialistas, um único furo em alto-mar custa cerca de US$ 200 milhões.

No entanto, esta riqueza descoberta – que pode alcançar até 300 bilhões de barris de petróleo – ainda não foi calculada na sua totalidade. Para o ex-diretor da Petrobras, Ildo Sauer, esta situação traz o risco de que o Estado não saiba a quantidade de petróleo extraída de cada área, onde transnacionais já estão em operação.

Qual a grande questão que precisa ser esclarecida urgentemente? É saber se essa formação do pré-sal que vai do estado de Santa Catarina até o Espírito Santo tem uma única e contínua reserva de petróleo ou se são várias grandes reservas de petróleo. Por que é importante saber isso? Porque para operar a retirada desse petróleo, é preciso conhecer sua estrutura geológica. Do contrário, corre-se o risco de danificar a retirada do petróleo.”

Na avaliação de Sauer, não se deve definir a nova Lei do Petróleo sem a exata quantificação das reservas do pré-sal.

Entendo que é muito difícil definir um modelo de como se vai explorar esse petróleo, de como vai se dividir o resultado dessa exploração, sem conhecer a característica exata. Se há um ou vários grandes reservatórios de exploração. Se as concessões feitas dos reservatórios existentes – quatro no governo Fernando Henrique Cardoso e cinco no governo Lula de direitos de exploração sobre esta área – prevalecem para explorar o pré-sal. Essas questões devem ser esclarecidas para que se possa desenvolver um programa técnico de retirada deste petróleo no futuro em um ritmo, com um programa compatível com a necessidade de gerar recursos.”

Por este motivo, a sociedade civil e os movimentos sociais organizados na campanha “O petróleo tem que ser nosso”, exigem que o Governo Federal contrate a empresa Petrobras para mensurar os recursos de cada campo de petróleo. As reservas do pré-sal podem estar interligadas, por isso é preciso evitar que, a partir de áreas vendidas, o petróleo seja retirado de áreas que ainda não foram colocadas à venda. Atualmente, cerca de 60% da área do pré-sal pertence à União.

O Estado brasileiro deve definir o ritmo da exploração do recurso, de acordo com os interesses do país. Os movimentos sociais questionam a pressa com que as elites querem vender as reservas recém-descobertas.

Para o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Emanuel Cancella, não faz sentido explorar as riquezas com velocidade. De imediato, o ritmo das atuais reservas deve se limitar a atender a demanda interna. Os Estados Unidos, por exemplo, mesmo no auge da produção, sempre investiu em suas fontes de reserva e não exportou petróleo.

O Brasil já é auto-suficiente na produção de petróleo. Então, não temos nenhuma necessidade de intensificar essa produção. O petróleo é estratégico. Não existe moeda mais forte do que o petróleo. Países que têm reservas de petróleo – os países desenvolvidos – não são exportadores. Eles guardam o seu petróleo estrategicamente e preferem comprar.”
Matéria da Agência de Notícias Chasque.

domingo, 6 de setembro de 2009

Senador Heráclito Fortes (DEMO) considera investir no pré-sal igual a comprar terreno na lua

Segundo matéria veiculada pela página dos DEMOcratas, o senador Heráclito Fortes (DEMO-PI) afirmou que considera que o investimento no pré-sal é como quem compra um lote na lua.
Na opinião de Heráclito Fortes, é "criminoso" o processo de divulgação em torno do assunto, pois tem induzido os prefeitos, que estão enfrentando uma crise de arrecadação, a pensar que resolverão seus problemas com a exploração do pré-sal. Para o senador, é preciso fazer uma distinção entre a exploração do petróleo do pré-sal já descoberto e existente, que, embora com custos elevados, tem-se garantia de sucesso, e o incentivo à exploração de novos poços de forma atabalhoada, sem nenhuma garantia e seguro. Por isso, reiterou o senador, é necessário investir na exploração, mas com cautela e sem comprometer o orçamento da União.
Uma verdadeira pérola que demonstra o nível de algumas lideranças do Senado.
Mas não podemos deixar de agradecer à página oficial dos DEMOcratas por divulgar tais opiniões. Dificilmente essas ganhariam algum destaque na mídia corporativa, sempre zelosa da imagem dos representantes de suas posições políticas e ideológicas.
Por outro lado, fiquei imaginando se o Senador não gostaria realmente de dizer que deveríamos deixar a exploração do pré-sal para aqueles que já investiram "em viagens à lua". Tratando-se de agremiação reconhecidamente entreguista e defensora de um projeto de nação totalmente subordinado a interesses estrangeiros seria absolutamente coerente.

Dica de Cinema: Missing (desaparecido)

Na semana em que se relembra o trágico e cruel golpe militar contra o presidente chileno Salvador Allende (11 de setembro de 1973), indico o filme do diretor Costa Gavras, vencedor da Palma de Ouro e do prêmio de melhor ator no festival de Cannes e do Oscar de melhor roteiro adaptado, MISSING - DESAPARECIDO (EUA 1982).
A história conta a vida de um jornalista estadunidense que desaparece nos primeiros dias do golpe militar liderado pelo general Pinochet. Após o desaparecimento do jornalista, tem inicio uma busca desesperada protagonizada pela sua esposa e pai. Aos poucos, eles vão desvendando todos os horrores do regime e tomam consciência das ligações do governo dos EUA, através da CIA, na execução do golpe.

sábado, 5 de setembro de 2009

A inflação do dólar

O atual momento econômico mundial torna muito interessante revisitar o artigo a seguir, de autoria do sociologo alemão Robert Kurz foi publicado originalmente em Neues Deutschland, Berlin, em 21.11.2003.

Silenciosa e incessantemente o défice da balança comercial e de capital dos EUA está a crescer, e tem atingido um tamanho astronómico. A gente entretanto se tem habituado a isso. O mundo inteiro investe nos EUA o seu capital excedente, que pelas hipercapacidades globais já não se pode reinvestir de forma rentável, e ali compra acções e títulos de dívida pública. Com as incomparáveis dívidas monetárias ao exterior, os EUA compram as mercadorias excedentes do mesmo mundo, para as quais de outra maneira já não haveria comprador, por falta de poder de compra, em virtude da racionalização e do desemprego e pobreza em grande escala. A crise económica mundial amadurecida é assim atenuada e constantemente adiada. Quase parece que o capitalismo global inventou o perpetuum mobile económico, graças à capacidade de absorção da última super-potência.

Segundo os manuais, as vias de sentido único das exportações para os EUA constituem uma impossibilidade. Uma economia nacional não pode estar a importar durante muito tempo de tal forma mais do que exporta. Se os EUA não voltam a estabelecer eles próprios o equilíbrio, através de exportações intensificadas para a Ásia, a Europa etc., os imensos desequilíbrios haverão de levar mais cedo ou mais tarde a uma contracção económica violenta. Esqueçam os manuais, afirma já há alguns anos o economista americano Paul Krugman, porque os Estados não concorreriam entre eles como o fazem as empresas. Sob as condições da globalização seria ingénuo continuar a supor que o cálculo de sucesso de uma economia nacional seria a sua balança comercial. As importações e as exportações, diz Krugman, realizam-se agora num plano de economia empresarial. E foram justamente empresas dos EUA que mudaram grandes partes das suas capacidades de produção, pelos salários baixos e outros factores de custos, para a China, que entretanto funciona como placa giratória nas suas redes de produção globais. O que parece uma exportação da China para os EUA, é na realidade o fornecimento de clientes americanos por companhias americanas associadas. Por isso não faz mal nenhum se nos EUA já não se produzem mais laptops, diz Krugman confiadamente.

Infelizmente escapa ao economista americano um erro de principiante. É verdade que tem razão tocante ao fluxo material de mercadorias, trata-se aí na importação da China de certo modo de um assunto interno dos EUA. Mas ao capital não interessa a produção material de bens, servindo esta unicamente para a acumulação de capital monetário. O dinheiro, que é a finalidade de tudo isto, pode globalizar-se tão pouco como os Estados. Não há nenhum dinheiro mundial imediato, como não há nenhum Estado mundial imediato. Ante de mais, o dinheiro existe apenas na forma do valor da moeda. Também o dinheiro mundial provisório, o dólar, continua a ser ao mesmo tempo moeda nacional. Neste plano, o astronómico défice externo dos EUA regista-se bem negativamente nos livros – fica o direito de um território monetário sobre outro.

O que é que inevitavelmente há-de acontecer? Imaginemos o pretenso perpetuum mobile entre os EUA e o resto do mundo traduzido para uma economia interna. O poder de compra, que de forma real não existe, é simulado através de endividamento. Se também não houver poupanças dignas de menção (como é o caso dos EUA), resta apenas a possibilidade de o Estado, com ajuda do seu banco emissor, imprimir dinheiro e o distribuir entre as pessoas, para que estas possam comprar. Como se sabe, o resultado não é uma "conjuntura eterna", mas sim a inflação galopante, ou seja, a ruína do próprio dinheiro.

Em princípio o fluxo contínuo de capital monetário estrangeiro para os EUA não será nada mais do que isto. O dinheiro, que aflui em moedas estrangeiras, tem de ser trocado por dólares, antes da compra de acções e títulos de dívida pública, aumentando portanto permanentemente o volume de dólares. Por agora, isto não aparece como inflação nos EUA, por se tratar de posições de credores estrangeiros. O mecanismo inflacionário está por isso por enquanto filtrado pelos limites dos territórios monetários. Mas agora voltemos ao manual: Défices da balança comercial e de capital permanentes de uma economia nacional (tal como de um território monetário), se não forem equilibrados, têm de levar, após um certo prazo de incubação, a uma correspondente desvalorização do valor externo da respectiva moeda. O poder de compra interno de uma moeda porém não está independente do valor externo. Se a desvalorização deste for suficientemente drástica, a consequência será uma inflação dramática também ao nível de economia interna.

Não se vê como poderiam os EUA a prazo furtar-se a esta norma. É verdade que eles admitem conscientemente de poucos em poucos anos (como é o caso agora) uma determinada perda no valor externo do dólar, porque desta forma os próprios credores estrangeiros no fundo têm de pagar rangendo os dentes uma parte das dívidas dos EUA, pela desvalorização dos seus activos em dólares. Isto obviamente só é possível, enquanto estamos a lidar com uma oscilação relativamente moderada e controlada. Porém, quanto mais elevadamente os défices externos dos EUA se acumulam, tanto mais provável será a interrupção do afluxo do capital monetário e a queda incontrolável do valor externo do dólar.

A então inevitável inflação do dólar no entanto não vai pôr de joelhos apenas a economia interna dos EUA, mas também paralisar a máquina de exportações do resto do mundo. Então terá acabado a magnificência do pretenso perpetuum mobile.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

HIPERTENSÃO

AVISO de UTILIDADE PÚBLICA

O "efeito borboleta"


Ao ser questionada por que chorou durante discurso na Expointer, a governadora Yeda Crusius, acusada de improbidade administrativa, disse algumas pérolas:

"Qualquer dia eu vou poder voar como as borboletas. E hoje me sinto como uma borboleta, porque eu dou por encerrado um período em que tivemos de construir um governo que mostra a que veio, tanto em termos de gestão, resultados, como em termos políticos."

A entrevista publicada no jornal ZH é uma clara tentativa de alterar a imagem de Yeda, abalada por diversas escândalos e acusações de corrupção, mostrando a governadora como uma vítima de agressões e injustiças. No caso, os movimentos sociais que denunciaram as irregularidades aparecem num contexto que reforça a construção de um imaginário que os indentifica com alguma espécie de "bárbaros".

Com respostas como essa a estratégia fica ainda mais difícil.

Contudo, fica uma dúvida: Yeda mediu as respostas para alcançar esse objetivo ou está vivendo totalmente alienada da realidade?

Lembrança

Quando tive ciência das afirmações do colunista Paulo Sant'Ana ontem, não pude deixar de me lembrar de duas excelentes postagens do blog do milico. Para quem leu ou sabe do conteúdo da coluna recomendo a leitura. Incrível ver como as opiniões mudam conforme as conveniências do momento.

Globo aplica golpe do bilhete (nos moradores de Heliópolis

por Luiz Carlos Azenha - Pescado do Blog Vi o mundo

Para quem ainda leva o Jornal Nacional a sério, os distúrbios em Heliópolis, a maior favela paulistana, foram causados por protestos... convocados por um bilhete, que prometia a distribuição de cestas básicas.

Um bilhete assinado por Tiras.

Que eu poderia ter escrito. Você. O Zé das Couves.

A Globo não só apresentou como real essa teoria, como fez uma afirmação cômica, de tão acintosa: "Até agora as cestas básicas não foram distribuídas".

Vai ver que foram. Taí algo que eu, se organizador de um protesto, não faria diante da polícia, nem das câmeras de TV, nem de repórteres.

É uma versão tão fantasiosa quanto a idéia de que uma pessoa colocaria a própria vida em risco em troca de uma cesta básica...

Como se a morte de uma adolescente de 17 anos, mãe de uma criança, não valesse absolutamente nada. Como se as manifestações não acontecessem dentro de um contexto social. Houve outros episódios recentes de violência envolvendo a polícia em Heliópolis? A polícia pressionava traficantes da região? Além do bilhete, há mais indícios de que se tratou de um protesto organizado? Já aconteceu no passado?

Nesse caso, o JN não quis testar hipóteses. Cravou: a culpa é do bilhete.

E, assim, parece que tudo caiu do céu. Um infortúnio -- a morte da adolescente -- seguido de uma manifestação em que pessoas forjaram sua revolta em troca de comida.

Esse jornalismo da Globo não é resultado apenas das ordens superiores, que mandam proteger José Serra descaradamente, seja qual for a situação.

É resultado da distância crescente entre os jornalistas e o mundo real. As novas gerações de jornalistas, crescidas nos shopping centers da vida, encaram a profissão unicamente como o caminho para a fama e a fortuna. Compromisso com a verdade factual? Com a contextualização das notícias? Com o serviço público? Coisa de dinossauros.

Infelizmente, esse é um processo que se retroalimenta. Quanto mais os jornalistas se distanciam do grande público [isto é, dos milhões de brasileiros que vivem em favelas], mais nos tornamos incompreendidos e incompreensíveis.

Aqui, para ver a reportagem

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A realidade se impõe

Manchete de ZH de domingo 30/08/09


X


Manchete de capa de ZH da quarta-feira dia 02/09/09

Até os animais da Expointer já sabem dos graves problemas enfrentados pela segurança pública no Estado e da tendência de deterioração existente. Eles também sabem que o Rio Grande do Sul não é nenhum exemplo na área de segurança pública para ninguém. Pelo menos no que diz respeito às questões relevantes.

Mas o grupo RBS preferiu apostar numa manchete ufanista ao invés de divulgar os temas debatidos na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública.

Infelizmente para imagem desse jornal, a realidade desmistifica todos os dias a ficção. Assim como o triste episódio ocorrido no Município de Boqueirão do Leão, diariamente temos fatos que deixam claro como anda verdadeiramente a segurança pública no Estado. Basta estar atento e ter compromisso com a verdade.

Agronegócio percebeu que é refém da Monsanto


Plantadores de soja do MT tornaram-se reféns da Monsanto, diz produtor

Agricultores do Mato Grosso querem adotar medidas judiciais contra a Monsanto. Eles contestam a forma de cobrança do royalty sobre o uso da soja transgênica da multinacional. A Monsanto detém a patente da única variedade da semente transgênica permitida para comercialização no Brasil, a Roundup Ready (RR). Sua característica é ser tolerante ao herbicida Roundup – feito de glifosato, também produzido pela multinacional.

O presidente do Sindicato dos Produtores do município de Sinop (MT), Antonio Galvan, denunciou que a Monsato cobra até três vezes pela sua soja.

Segundo Galvan, além de determinar o pedágio a ser pago pela utilização da semente, a Monsanto define o quanto cada saca de semente deve produzir. Por exemplo, um quilo de semente tem que gerar, segundo a empresa, no máximo 74 quilos de soja colhida. Se for produzido mais, é cobrada pela Monsanto uma multa de 2% sobre a colheita.

Ainda, se for misturada a soja transgênica com outras variedades de produto, é necessário pagar o royalty por toda a produção, mesmo que parte dela não seja a soja RR.

Galvan disse que depois de plantar a soja da Monsanto, os produtores mato-grossenses se tornaram reféns da empresa.

“Somos, porque inclusive declaram [integrantes da Monsanto] abertamente que elas não vão mais investir em pesquisas de soja convencional. Então, eles vão trabalhar só em pesquisa de sojas RR, onde podem aplicar a tecnologia e cobrarem o que bem entenderem. Em pouco tempo, você não terá mais opção. Terá que plantar essa RR querendo ou não querendo.”

Apesar de ter liberado a RR, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já havia alertado sobre o perigo da monopolização do mercado de sementes transgênicas no país.

Informações da Radioagência NP, Desirèe Luíse.

Não foi por falta de aviso, nada como o tempo...
E o silêncio da mídia corporativa sobre o tema, já presente nas rodas do chamado agronegócio, é ensurdecedor.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Serra tem muito mais em comum com Yeda do que se imagina


O confronto de ontem entre moradores de Heliopólis, na zona sul de São Paulo, e a Polícia Militar revela que a governadora Yeda tem muito mais em comum com o governador José Serra do que se imagina. Não era para menos, ambos são tucanos de alta plumagem.

Os frequentes conflitos com moradores de bairros populares e o uso da força policial para lidar com questões sociais são fatos constantes e recorrentes no governo Serra. As cenas de guerra divulgadas quando da greve da Polícia Civil de São Paulo e a tomada do Campus da USP pelo batalhão de choque da Polícia Militar são os episódios mais conhecidos do trágico modus operandi do governador paulista. Infelizmente, tanto aqui quanto lá, a prioridade da forças de segurança não é combater a criminalidade, mas lidar com questões eminentemente sociais.

Na ausência de políticas públicas eficientes para atender as carências da população, ambos os governos abusam do uso da repressão policial. Basta saber se os dois governadores tucanos também compartilham da mesma linha de atuação no trato com a coisa pública. A julgar pelas revelações do caso Alstom trata-se de uma verdadeira escola de gestão.

Sorrateiramente empresas articulam privatização da água no interior do Rio Grande

O blog do José Renato vem realizando uma excelente cobertura da investida das empresas privadas sobre os prefeitos municipais para promover a privatização da gestão da água nos Municípios. No particular, retrata o que vem acontecendo na cidade onde reside, São Luiz Gonzaga. Mas a situação vivida por São Luiz Gonzaga se repete em outras cidades do interior, especialmente em Uruguaiana
Recomendo a leitura e acompanhamento dessa história que pode ter graves implicações sobre o futuro dos gaúchos.
Da nossa parte, parabenizamos e agradecemos ao José Renato pelo empenho nessa luta que é do interesse de todos nós.

Não deixem vender o aquífero guarani

Amanhã (02.09.2009) nosso Prefeito Municipal estará em Porto Alegre, com um séquito de acompanhantes, para entregar ao Presidente da CORSAN o Plano Municipal de Saneamento Básico (parece que o nome é esse).

Espero estar enganado, mas acho que é jogada ensaiada com a turma do Marcos Alba, para que a CORSAN se manifeste dizendo que "não tem interesse" ou "não tem dinheiro para investir", e assim deixar pista livre para a Odebrecht.

As pessoas não estão se dando conta do perigo, inclusive muitos ditos formadores de opinião. Não há assunto mais importante na cidade - nem a vinda da Norobios, nem a Expo São Luiz, nem a "epidemia" de crack - do que a pretensão de privatizar o aquífero guarani (...)

Se desejar ler o restante do texto, visite o Blog do José Renato.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Imaginação


Sempre que vejo o Presidente do Supremo Tribunal Federal - STF - ministro Gilmer Mendes fazer comentários públicos sobre temas essencialmente políticos, como no caso comentado abaixo, fico imaginando qual seria a reação da mídia coorporativa caso um presidente do STF defendesse em público:

- a reforma agrária ou a revisão dos índices de produtividade ou, ainda, a limitação da extensão de terras passível de apropriação privada;

- a expropriação das propriedades que utilizam trabalho escravo;

- o reestabelecimento do controle público sobre as reservas minerais e os recursos naturais;

- o imposto sobre grandes fortunas e a tributação progressiva sobre a propriedade improdutiva;

- ou qualquer outro assunto polêmico do gênero, tratado com um enfoque de esquerda.

Com certeza, no mínimo, haveria muitos gritos e ranger de dentes.

Partidarização x homens de confiança


Ao ler a matéria acima na página virtual do Estadão, imediatamente me lembrei de comentário da coluna de Marício Dias na Carta Capital dessa semana. Sob o título Aparelhamento tucano, relato o colunista que:

"Celso Lafer, Horácio Lafer Piva e Yoshiaki Nakano foram reconduzidos para um mandato de mais seis anos no Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.
Um flagrante de aparelhamento?
Não. São homens de confiança pessoal e política do governador José Serra, que os nomeou.
Aparelhamento só ocorre quando a indicação é feita pelo presidente Lula.
Para a direita, essa é uma praga que só ataca administrações progressistas."

Capitou perfeitamente o espírito autoritário daqueles que buscam interditar os governos democraticamente eleitos.

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