
Temos trabalhado esse assunto recorrentemente no blog. E não é para menos. Ainda há quem acredite que a privatização do sistema foi boa para a população. Não foi. Tratou-se de mais um esbulho para atender grandes tubarões à custa do interesse público. Vejamos um exemplo do que estamos sujeitos.
Segundo a Agência Brasil, a empresa de telefonia Oi não poderá fazer novas habilitações de telefones fixos e móveis no estado de Goiás nos próximos dez dias. A decisão é do Procon de Goiás. Caso a operadora não cumpra a determinação, pagará multa de R$ 5 mil por cada linha habilitada. De acordo com o Procon, foi constatado que existe uma imensa quantidade de reclamações referentes à empresa e, mesmo já tendo sido autuada, a operadora continua desrespeitando a legislação de defesa do consumidor e causando prejuízos a seus clientes. A decisão, assinada pela superintendente do Procon-GO, Letícia Franco de Araújo, diz que foi realizada uma reunião no dia 14 de maio com a presença de representantes da empresa, do Procon e do Ministério Público Estadual. Na ocasião, a operadora foi notificada para reduzir pela metade o número de reclamações, mas, segundo o órgão de defesa do consumidor, não houve nenhuma ação efetiva para resolver as reclamações. “O fornecedor não tem a menor condição de atuar no mercado, pois não consegue cumprir a função a que se destina. Assim, este órgão estadual de defesa do consumidor não pode cerrar os olhos para essa situação e busca com essa medida prevenir que um universo significativo de consumidores goianos enfrente maiores prejuízos”, afirma a superintendente na decisão.
Segundo o Procon, os maiores problemas relatados pelos clientes da Oi são relativos a cobranças indevidas, dúvidas sobre cobranças e valores, contratos e serviços inadequados ou não fornecidos. Também o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da operadora é ineficiente para resolver as demandas dos consumidores, diz o Procon. “Percebe-se que o SAC é extremamente eficiente no momento da contratação dos serviços, porém deficitário quando o assunto é o cancelamento ou o reparo de serviços”.
Um serviço essencial de natureza estratégica que está completamente descontrolado, sem nenhum controle público ou social, visando apenas aos interesses de indivíduos como Carlos Slim e Daniel Dantas. E disso que se trata, é imperativo para sociedade que empresas estratégicas e com tamanho poder estejam sob controle público e social. Caso contrário a humanidade não terá futuro.
Segundo a Agência Brasil, a empresa de telefonia Oi não poderá fazer novas habilitações de telefones fixos e móveis no estado de Goiás nos próximos dez dias. A decisão é do Procon de Goiás. Caso a operadora não cumpra a determinação, pagará multa de R$ 5 mil por cada linha habilitada. De acordo com o Procon, foi constatado que existe uma imensa quantidade de reclamações referentes à empresa e, mesmo já tendo sido autuada, a operadora continua desrespeitando a legislação de defesa do consumidor e causando prejuízos a seus clientes. A decisão, assinada pela superintendente do Procon-GO, Letícia Franco de Araújo, diz que foi realizada uma reunião no dia 14 de maio com a presença de representantes da empresa, do Procon e do Ministério Público Estadual. Na ocasião, a operadora foi notificada para reduzir pela metade o número de reclamações, mas, segundo o órgão de defesa do consumidor, não houve nenhuma ação efetiva para resolver as reclamações. “O fornecedor não tem a menor condição de atuar no mercado, pois não consegue cumprir a função a que se destina. Assim, este órgão estadual de defesa do consumidor não pode cerrar os olhos para essa situação e busca com essa medida prevenir que um universo significativo de consumidores goianos enfrente maiores prejuízos”, afirma a superintendente na decisão.
Segundo o Procon, os maiores problemas relatados pelos clientes da Oi são relativos a cobranças indevidas, dúvidas sobre cobranças e valores, contratos e serviços inadequados ou não fornecidos. Também o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da operadora é ineficiente para resolver as demandas dos consumidores, diz o Procon. “Percebe-se que o SAC é extremamente eficiente no momento da contratação dos serviços, porém deficitário quando o assunto é o cancelamento ou o reparo de serviços”.
Um serviço essencial de natureza estratégica que está completamente descontrolado, sem nenhum controle público ou social, visando apenas aos interesses de indivíduos como Carlos Slim e Daniel Dantas. E disso que se trata, é imperativo para sociedade que empresas estratégicas e com tamanho poder estejam sob controle público e social. Caso contrário a humanidade não terá futuro.
4 comentários:
E tem gente, como se vê, que tem saudades do monopólio estatal das telecomunicações que só existe nos países mais atrasados do mundo.
O governo FHC, com a lei de concessões e a lei geral de telecomunicações, aplicou os princípios da continuidade e da universalização da prestação de serviços de telecomunicações. As licitações impediam que um mesmo grupo econômico adquirisse empresas em áreas diferentes. O governo do PT, ao dar aval a incorporação da Brt na OI, quebrou essa regra que impedia oligopólio e permitiu que uma mesma empresa possa atuar em diversas regiões. Privataria da onde, cara pálida? Em praticamente todos os países mundiais o custo da telefonia é razoavelmente alto. Isso não é privilégio do Brasil.Telefonia é serviço e serviço público concedido.
Pois, é segundo a insuspeita Rede Globo a telefonia no Brasil é das mais caras do mundo. Enquanto em alguns países da América Latina, por exemplo, um torpedo custa 01 centavo, isso mesmo 01 centavo, no Brasil chega a custar 40 centavos. Se isso não é patifaria, roubalheira, não sei o que é.
Eu tenho saudades sim do controle do estado sobre as telecomunicações. Agora esse setor virou a verdadeira bandalheira.
O Estado continua tendo o controle e a fiscalização sobre as empresas concessionárias de telecomunicações, porque esse serviço continua sendo público embora concedido à iniciativa privada.
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