
Essa disputa continuou nos primeiros anos do governo Lula. O governo apostava nas relações multilaterais para tornar o Brasil menos dependente dos EUA, diversificando os mercados de atuação do Brasil e aumentando as exportações principalmente para os países em desenvolvimento como China, Índia, África e países Árabes. Enquanto isso, a imprensa nacional atacava as viagens do presidente para promover aproximação comercial com o país, apresentando-as como viagens
de turismo, e lamentava as "oportunidades" perdidas com a negação da ALCA.

Como se diz "o tempo é o senhor da razão". Os desastrosos efeitos da crise americana no México em razão da sua extrema dependência aos EUA e a face da crise financeira mundial tornaram inquestionável o acerto da política do governo Lula ao construir alternativas à ALCA. Caberia à mídia fazer autocrítica e questionar aos seus antigos defensores, especialmente ao candidato à presidência tucano José Serra, qual sua atual avaliação sobre esses fatos. Esperemos sentados de preferência por essa atitude.
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