quarta-feira, 29 de julho de 2009

Boas notícias derrubam o oligopólio da mídia

Os indicadores econômicos que apontaram o fim da recessão da economia brasileira em maio azedaram o humor do oligopólio midiático. Pior ainda foi o indício de um novo ciclo de expansão da economia brasileira já a partir do segundo trimestre desse ano.
Descontentes com as boas notícias para o país e suas implicações nas próximas eleições, o partido midiático se viu forçado a produzir mais um factóide. O destaque das manchetes passou para "o segundo déficit primário seguido" nas contas do governo federal.
A pauta soa quase como uma reclamação contra os bons resultados da economia brasileira. Afinal, todos os países do mundo combateram a crise econômica aumentando o gasto público. Se o Brasil não tivesse reduzido impostos e aumentado os gastos, provavelmente, a economia demoraria mais a se recuperar. A midia oligopolista iria se deliciar com críticas a esse respeito. Como as medidas do governo foram corretas e produziram resultados, as críticas se voltam contra os "efeitos colaterais" naturais dessas medidas.
Como diz o ditado popular condenado por ter cão ou condenado por não ter cão.

5 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Faço outra leitura. Primeiro, o fim da recessão e cenário de otimismo não é apenas no Brasil, mas em todo o mundo socialmente desenvolvido. Há muito o que se fazer. Mas é importante lembrar que certa esquerda apostou na crise dizendo que era o fim do capitalismo. A crise, na verdade, trouxe um ponto importante. Os paises dependem de controle e regulação. A economia não pode circular livremente. É necessário o papel fundamental do estado para regular, fiscalizar e também induzir certas políticas solidárias. A mídia simplesmente divulgou o que houve. Aconteceram exageros, mas nunca houve um movimento oligopolista e monolítico por parte da grande imprensa criticando, em massa, o governo federal por conta da crise. O Brasil está vencendo a crise e isso quer dizer que o sistema de regulação imposto nos anos FHC estão dando certo. Lula não mudou. Amplificou criando novas agências de regulação e colocando nelas seus companheiros. Talvez seja hora de mudar, porque a alternãncia no poder é importante, porque senão vicia.

Breton disse...

O "crescimento" que vem por ai, além de não ser sustentável estruturalmente, é uma tragédia ecológica. Vale a pena ficar exaltando esse processo "desenvolvimentista", atrasado? Acho que não. Vamos discutir soluções socialistas para realidade! Como diriam os teóricos da TMD, o desenvolvimento da periferia do capital é o subdesenvolvimento! Ou então deixa de ser periferia e faz como a China que esta ampliando seus tentáculos sobre a Africa, por exemplo. O desenvolvimentismo, o padrão fordista de acumulação teve seu tempo, esgotou! o padrão "neoliberal" idem. Cabe a esquerda retroceder e disputar uma posição de mudança dentro do capitalismo, defendendo um padrão de acumulação superado pela própria dinâmica do K??????? Ou buscar discutir soluções estruturais??? Vamos ser um W. Pomar que acredita que a mera regulação ou influência do Estado na desenvolvimento do Capitalismo, coloca a esquerda numa crise teórica????!?!?!?
A variável "crescimento" colocada de forma abstrata, ou sobre a névoa da "criação de empregos", "aumento do PIB", etc, é essencialmente parte da dinâmica do K!!!! Ou seja, não interessa a esquerda!

partisan disse...

Breton, não tenho divergência quanto a isso. O objetivo da publicação foi mostrar a face tendenciosa e manipuladora da mídia e não festejar a recuperação da ordem econômica no Brasil. Por sinal, o teu comentário daria uma bela postagem. O que achas?

Carlos Eduardo da Maia disse...

Não tenham dúvidas, a necessária regulação coloca sim a esquerda numa crise teórica. O resto são utopias bobas daqueles que acreditam em salvações mágicas. O socialismo,meus caros, nunca foi além do estatismo burocrata, ineficiente e totalitário. E depois o Castro reclama que o povo cubano deve trabalhar mais e produzir mais, como fez na semana passada. Mas quem é que vai se dedicar a tão importante missão quando sabe que toda a propriedade está nas mãos do Estado. Trabalhar e produzir para enriquecer uma burocracia que mama nas tetas do EStado é exatamente isso que dá.

Anônimo disse...

Sábio Maia, e o que tu achas de trabalhar e produzir para enriquecer meia dúzia de famílias que dominam os meios de produção e mantém a imensa maioria da população na miséria e ignorância?

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