segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O silêncio e a simpatia midiática tem seu preço

Não há nada de errado em um governo realizar uma campanha publicitária com objetivo de divulgar realizações ou com finalidades educativas. Pelo contrário, essa é uma ação necessária e meritória.

O diferencial dessas campanhas de uma propaganda pura e simples passa pela prioridade que o governo dá às ações divulgadas pelas peças publicitárias. Quando não há realizações, não há obras ou serviços novos, estamos diante de pura e simples propaganda. Um verdadeiro desperdício do dinheiro público com finalidades partidárias e eleitorais ao invés de públicas e institucionais.

Vejamos o caso da temática transporte e circulação em Porto Alegre. Nos últimos anos não houve uma só obra viária estruturante nova na Capital, os investimentos no sistema viária decaíram, a qualidade do transporte coletivo se deteriorou, as ciclovias foram abandonadas e as ruas da cidade estão visivelmente esburacadas.

Pois bem, o governo Fogaça acaba de lançar uma campanha publicitária de grande porte, com amplos espaços na mídia corporativa, em horários nobres, com a justificativa de incentivar o respeito às faixas de segurança. Logicamente, uma ação destas custa alguns milhares de reais dos contribuintes.

Entretanto, curiosamente, o prefeito Fogaça nem se preocupou em pintar previamente as faixas de segurança. Muitas, inclusive, com a pintura apagada pela ação do tempo e o descaso do poder público municipal. Os moradores de Porto Alegre sabem bem disso.

Afinal, o principal objetivo do prefeito parece ter sido alcançado. A mídia corporativa festejou calorosamente a iniciativa do governo Fogaça. Uma certa colunista política alardeou os méritos da campanha sem esquecer de cobrar que ela teria tardado a acontecer. A receita dos veículos do oligopólio midiático regional agradece. O resultado alcançado para população é no mínimo discutível, mas o silêncio e a simpatia da mídia corporativa tem seu preço.

Um comentário:

Dialógico disse...

E um programa imbecil, pq a lei já garante a prioridade do pedestre na faixa de segurança. Brasília é uma cidade exemplar nesse quesito. Basta a/o pedestre pisar na faixa, que as/os motoristas param.
É a típica ação pra inglês ver, ridícula e caríssima, um absurdo gastar num projeto como esse!!!!!!!!!!!!

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